Antes de existir um configurador 3D, antes de as casacas viajarem para diferentes continentes e antes de a marca chegar aos Emirados Árabes Unidos, existia uma pergunta simples: como transformar roupa, tradição equestre e identidade em algo que um cavaleiro reconhecesse como seu?
A resposta começou a ser procurada no Brasil, em 2016. Abner e Jessica criaram a Vainqueur Cheval a partir de referências equestres e britânicas e de uma vontade de produzir peças que não parecessem intercambiáveis. O nome, formado por palavras francesas ligadas à vitória e ao cavalo, já apontava para a direção. O caminho, porém, ainda seria construído.
Quando a alfaiataria encontrou a pista
As primeiras peças não eram casacas de competição. Em agosto de 2016, a marca trabalhava com roupa social sob medida em lã e algodão. Essa fase ensinou proporção, estrutura e a importância de detalhes que só aparecem quando a peça se aproxima.
Um ano depois do início, uma série de testes de tecidos e composições abriu a passagem para o show jumping. A casaca exigia outra lógica: precisava preservar elegância sem impedir movimento, aceitar personalização sem perder unidade e funcionar como roupa esportiva sem abandonar o acabamento de alfaiataria.
A personalização como princípio
Desde as primeiras casacas, o projeto não era apenas oferecer cores diferentes. Era permitir que o atleta participasse da construção visual da peça. Gola, vivos, botões, aplicações e proporções começavam a formar uma linguagem reconhecível — individual para um cavaleiro, coletiva quando vestia uma equipe.
Essa ideia atravessou as mudanças da marca. As ferramentas evoluíram e hoje permitem visualizar a criação em 3D, mas o princípio continua o mesmo: nenhuma escolha deve existir isolada; a casaca precisa parecer inteira antes de parecer personalizada.
Do Brasil para outros centros equestres
Em 2018, clientes e relações esportivas começaram a levar a Vainqueur para França, Itália, Portugal, Bélgica e Estados Unidos. O movimento não apagou a origem brasileira. A produção sob encomenda continuou conectada ao país enquanto a comunidade ao redor da marca se tornava internacional.
A chegada aos Emirados Árabes Unidos, a partir de 2020, acrescentou outra escala a essa história. O contato com atletas, equipes e condições de competição do GCC reforçou a importância de unir presença visual, leveza e soluções capazes de funcionar em diferentes pistas e climas.
O desvio que esclareceu o caminho
Em 2024, com a entrada de Gustavo Schneider como sócio, a Vainqueur Cheval passou a se chamar VC Wear e experimentou uma atuação mais ampla em roupas de performance, incluindo fitness, corrida e automobilismo. Não foi uma história separada, mas uma tentativa de levar o conhecimento construído no hipismo a outros esportes.
Com o tempo, essa expansão tornou mais clara a vocação original. A marca retomou o nome Vainqueur Cheval e concentrou novamente sua criação nas casacas de hipismo e dressage. Voltar não significou apagar a experiência. Significou escolher com mais precisão.
Uma década, ainda sob encomenda
Em 2026, a Vainqueur chega a dez anos de trajetória, mais de quatro mil casacas produzidas e clientes em dezoito países. Esses números contam a escala. A essência ainda aparece de outra forma: uma peça por vez, configurada por uma pessoa, produzida após a confirmação de suas escolhas e preparada para entrar em pista.
Talvez essa seja a linha que conecta todas as fases. A Vainqueur mudou de mercados, atravessou fronteiras e testou outro nome. O que permaneceu foi a tentativa de fazer com que a roupa de competição não apenas vestisse um atleta, mas carregasse algo dele.
Conheça a linha do tempo institucional completa em Nossa História. Este texto foi composto a partir do arquivo histórico da marca e de informações confirmadas por seu fundador.
